segunda-feira, 22 de março de 2010

INIBIÇÃO


Há um momento da nossa vida em que precisamos escolher se devemos continuar ou desistir. Mas como podemos desistir no meio de uma batalha que sabemos que devemos continuar? A subjetividade alheia nos persegue, e é a ela que tento não entregar o melhor de mim, tento disfaçar, mas não consigo, tento ser menos eu e descubro que é impossível. Os rumos nos levam a humores desesperados, inusitados e inesperados. O suor do teu corpo borra o meu como caneta estourada, água derramada, beijo molhado, que suja os sentimentos, a razão irracional, o que eu tento destruir. A lembraça dos teus lábios cantando um bolero qualquer me faz viajar como a fumaça do cigarro que compartilhamos depois de estarmos bêbados e suados. Na verdade nem a sua voz eu ouço, apenas imagino tua boca, o beijar, o desespero de um pelo outro, das leves mordidas fortes que me acariciam deixando marcas. Se fosse descrever você, acredito que não passaria de cinco letras, pois um lindo poema nunca tem fim.

3 comentários:

Yvanna Oliveira disse...

Noooooooossaaaa!! Q coisa profunda!
=O

Anónimo disse...

Eu bem posso imaginar sua fonte de inspiração pra esse texto, viu, moço?! rsrsrsrs.... Adorooo!! ;)

Fariias disse...

Inspirado naum né, a mulesta!!! PARABÉNS CLEBINHO ANDRADE... rsrsrsrsrs, Tirou dez no quesito criatividade...