segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Pele

A sensação dela se renova a cada manuseio. A textura varia com com a intensidade da respiração. Um conjunto de elementos externos e internos são necessários nesse tão esperado momento: o do primeiro toque, a primeira estrela a brotar, a sensação única e inicial. O primeiro arrepio percorre apenas um hemisfério do corpo em direção a cabeça, que já não está tão racional como no começo dessa erupção de prazeres. As mãos vão deslizando como água em rio límpido e puro, os corpos se aproximam a tal ponto que os pêlos se confundem ao mesmo tempo que se entrelaçam. As bocas já têm destino marcado. As línguas se comunicam de uma maneira até então desconhecida pelos dois. Os olhos custam a acreditar no que se vê em um milissegundo. A ereção parcial é visível e já aproveitável. Pele por Pele, Corpo por Corpo, o final disso, porém, não apenas mais um clihê erótico. Pois, o que é pele sem sentimento? Apenas pele...