sexta-feira, 28 de março de 2008

SOZINHO


Não há diferença entre dia e noite quando se vive no vazio da solidão. Extrema e inquietante, faz suar a alma, congelar o coração. Olhares inquietantes que não param de crescer e rostos nem sempre agradáveis que gostam de apontar. O que há na vida de errado? Renato, Ana, Adriana, Cazuza... Seguir suas letras facilita e ao mesmo tempo revelam. Querer e não querer. A vida é assim: um paradoxo interminável de pessoas. Essas que encantam e conquistam, mas num rápido piscar de olhos somem, queimam.

E as cinzas marcam a pele como tatuagem. Tatuagens vivas de pessoas sumidas. Ser apenas real. Completar-se com ares limpos. Escutar o eco no quente alto de um morro. Sentar e escutar a chuva cair e vento soprar na praia. Ver o sol nascer. Vê-lo morrer. Tentar completar o vazio com algo incompletável.

2 comentários:

Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Anónimo disse...

"Tatuagens vivas de pessoas sumidas"

Amei esse trecho. Perfeito!

Bjus, amoreeee!!!