
As inspirações passam com o decorrer das estações, com o decorrer da mudança de temperatura dentro do nosso peito. Não que todos queiram sentir esse frio interior, mas o corpo nem sempre responde aos comandos da mente, às vezes o corpo sente o que a alma nunca poderá imaginar sentir um dia. São dois mundos lutando um contra o outro, os dois querendo se salvar, os dois lutando para salvarem-se.
Elas chegam, partem, e a única coisa que resta dentro de um peito dilacerado como esse é um vazio imensurável. As músicas são as principais companheiras, os lugares são os parceiros e o cheiro é a perdição de tudo. Tudo nos faz recordar. Tudo.
Aceitar tudo é somente um fato, é apenas uma condição que temos que impor a nós mesmos. Não que não queiramos mais nenhum amor desesperador, mas sim um tempo para que possamos reconstruir um abalo quase sísmico que ocorreu dentro de nós.
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