domingo, 6 de junho de 2010

ODORES (Im)PERFEITOS


Os odores despertam sensações longínquas de um prazer que ainda posso sentir ao fechar os olhos. O toque, a respiração ofegante, a sensação de loucura que não imaginamos no momento, as batidas de um coração que sente saudades. Isso é como um êxtase, um encontro de um perfumeiro parisiense ao deparar-se com o aroma ainda não descoberto de uma flor virgem. A reação química que se processa até o cérebro entender que tudo aquilo é proibido é longa, e mesmo quando este o faz, não queremos aceitar, queremos apenas desfrutar do melhor que um aroma natural pode oferecer. O aroma natural de um ser tão irreal se confunde com os prazeres de um simples homem carnal. Há uma ligação entre os dois, há uma sensação que abrange mais que o plano real, mais do que o desejo carnal, mas do que um simples poema emocional...

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