domingo, 18 de novembro de 2007

TRÊS




Sempre juntas e entrelaçadas, com um sustento que elas nem sabem que possuem. Com todo um entrosamento visível. Uma estranha força atua sobre elas agora, a força da paixão. Mas como? Se são três? O amor ainda não consegue olhar por esse ângulo, um fenômeno inexplicável, um sacrifício não-aproveitável.
As três continuam, firmes e fortes, como deveriam ser todos. E vão vivendo e vencendo, elas parecem estar mais afinadas cada dia que passa. Elas já suportaram tantos obstáculos, e por quê não mais um? E por quê não esse? O principal de todos?
Nem sempre é fácil tomar decisão, e pior ainda quando são no plural, quando estão na segunda pessoa do plural para ser mais exato. Elas dão tudo, elas darão tudo, e sabe que vão ser reconhecidas.
Todo o esforço que se projeta entre os dedos delas são formas de que no final há um sim, há uma aceitação para com o que elas tenham a oferecer. O coração nem sempre é comandado pelo cérebro, se assim fosse, não queriam morrer.
Sempre foram, sempre vão, e sempre irão. Desde que estejam entrelaçadas pelo maior dos sentimentos e mais forte das coisas...

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